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domingo, 29 de setembro de 2013

Visitando o Canal do Panamá

Como tudo começou


Canal do Panamá

O Canal do Panamá é a maior atração turística da Cidade do Panamá. Sua construção, que teve início no dia 1º de janeiro de 1882, ficou a cargo de Ferdinand de Lesseps, responsável pelo Canal de Suez. A tarefa, no entanto, era bem mais árdua, pois a construção de um canal ao nível do mar, como proposto por Lesseps, necessitaria um intenso trabalho de escavação, tarefa difícil dada a natureza rochosa do solo. Soma-se isso o fato de o rio Chagres fluir com muita força durante o período chuvoso, o que poria em risco a navegação, e as doenças tropicais, como malária e febre amarela, que dizimaram milhares de trabalhadores.
Em 1901, o presidente Theodore Roosevelt cogitou que um canal atravessando a América Central controlado pelos EUA seria de fundamental importância. Para tanto, conseguiu reverter uma decisão prévia da Comissão Walker, que estava a favor de um canal cortando a Nicarágua. A ideia de Roosevelt era assumir o trabalho iniciado pelos franceses.
Como o Panamá pertencia à Colômbia, Roosevelt iniciou tratativas com aquele país com o fim de obter os direitos necessários para a construção do canal. Em 1903 foi firmado o Tratado Herran-Hay entre os Eua e a Colômbia, o qual não foi ratificado pelo Senado deste último país.
Não satisfeito, Roosevelt incitou rebeldes panamenhos a se libertarem da Colômbia, apoiando-lhes em sua causa. Em 3 de novembro de 1903 o Panamá se tornou independente da Colômbia. Gratos pela vitória, os panamenhos permitiram aos EUA o controle do canal a partir de 23 de fevereiro de 1904 por 10 milhões de dólares, conforme o tratado de Hay-Bunau-Villa. O canal, construído entre 1904 e 1914, custou ao EUA aproximadamente US$ 375,000,000.00.
Após quase 60 anos de operação sob domínio norte-americano, em 1977 foi firmado o tratado Torrrijos-Carter, pelo qual ficou acordada a devolução do canal aos panamenhos no ano 2000, o que ocorreu em 31 de dezembro de 1999.

Nossa visita
Visitamos o canal no nosso segundo dia de passeios pela cidade. Como contratamos os serviços de guia com o Riolando, ele nos deixou no Centro de Visitantes de Miraflores (CVM) e depois nos buscou no horário combinado. Em duas horas dá para ver tudo com bastante tranquilidade.
O CVM conta com um teatro, onde é apresentado um filme contando um pouco da história do canal, três terraços de observação, lanchonete, restaurante com visão panorâmica e loja de souvenir.
Chegamos e fomos direto para o terraço localizado no último andar para conferir a passagem dos navios. É interessante ver o navio chegando e as eclusas abrindo para equalizar o nível da água.

Lá vem o navio!








Abertura das eclusas
E o navio passa














Quando fomos, dois navios grandes passaram na sequência. Como não estávamos com pressa, conseguimos um bom lugar para ver a passagem e garantir as fotos. 
Depois descemos para ver o museu, onde pudemos ver fotos da obra, objetos utilizados e alguns fatos que marcaram a construção do canal.
É bem interessante, não da para ir visitar o canal e ignorar esta parte.




Por fim, assistimos a um filme de aproximadamente 15 minutos contando um pouco da história do canal. É apresentado em espanhol e inglês, em sessões alternadas.

Outras formas de fazer o passeio
É também possível visitar o Canal do Panamá de barco. Várias agências oferecem passeios que duram desde 3 horas até 8 horas e meia, tais como a Canal and Bay Tours, a Viator e a Panamatours, só para citar algumas. Como não utilizamos o serviço de nenhuma delas, não podemos opinar.
Para os mais radicais, há a possibilidade de fazer o passeio de caiaque pelo canal. A Panamatours oferece a possibilidade. Para mais detalhes, clique aqui.

Veredito final
É um passeio indispensável para quem visita a cidade pela primeira vez. Pode ser um pouco decepcionante para aqueles que vão com grandes expectativas, pois de perto a obra não parece ser tão grandiosa assim. Entretanto, as dificuldades para concebê-lo e sua importância estratégica para o comércio internacional justificam a visita.
O Dudu gostou bastante do passeio e ficou bastante impressionado com o tamanho dos navios.

Dudu no Canal do Panamá
Informações úteis
Como chegar: 
- de carro: a melhor maneira de chegar até lá é de carro. Se você não tiver alugado um, pegue um táxi e combine previamente o preço com taxista;
- de ônibus: os ônibus saem do Terminal Nacional de Transporte de Albrook em direção a Gamboa-Paraíso. Para saber onde descer, é só pedir para o motorista lhe deixar na parada das eclusas Miraflores.

Dias e horários de abertura
Aberto diariamente, inclusive feriados.
A bilheteria fica aberta as 9:00 às 16:30. O museu, lanchonetes e loja de souvenir ficam abertos das 9:00 às 16:30. O restaurante fica aberto das 12:00 às 23:30.

Valores
Para estrangeiros, o valor do ingresso é US$ 15.00 (adultos) e US$ 10.00 (crianças).




Um passeio pelo Casco Antiguo da Cidade do Panamá

Após a destruição da cidade, que foi saqueada por piratas ingleses a mando de Henry Morgan em janeiro de 1671, a Coroa Espanhola ordenou sua reconstrução em uma pequena península cercada de arrecifes que ficavam expostos quando a maré estava baixa, o que dificultaria a aproximação das embarcações inimigas. Esse pedaço da Cidade do Panamá é conhecido como Casco Antiguo ou Viejo.
Com ruas estreitas de pedra e construções charmosas, esse pedacinho da cidade certamente encantará a todos que o visitarem.

Vista do Casco Antiguo

Em 4 horas é possível visitar as principais atrações do Casco Antiguo com calma. Como o clima no Panamá é muito quente e úmido, vale evitar fazer o passeio nos horários de sol forte.
Infelizmente, quando fui à Cidade do Panamá o Casco Antíguo estava em obras, com a maioria das igrejas fechadas para restauração. Várias ruas estavam interditadas, tornando complicada a vida dos que se aventuram a ir até lá de carro.
Um bom lugar para dar início ao passeio é a Plaza Mayor (ou de la Catedral). Lá tem um quiosque de informações turísticas. Fui lá em busca de um mapa para me ajudar a encontrar as principais atrações, só que que não havia. A funcionária se mostrou pouco interessada em sanar as minhas dúvidas. Sorte que eu tinha levado uma lista com os locais que iria visitar e fui perguntando para os locais onde que ficava a atração que queria ver.
Para facilitar a vida de quem vai fazer um tour por conta própria pelo Casco Antiguo, elaborei uma lista com as principais atrações.

Praças
Plaza Francia
Construída em homenagem à França, primeiro país que se aventurou na construção do Canal do Panamá. Uma série de bustos de figuras encarregadas das obras do projeto de construção do Canal do Panamá são o ponto característico da praça.

Plaza Bolívar
Leva esse nome em homenagem a Simón Bolívar, que escolheu a cidade como sede de seu Congresso Anfictiônico de 1826. Bem no meio da praça destaca-se um momento ao herói das guerras de libertação da América Espanhola.
Bares e cafés circundam esta agradável praça, tornando-a uma boa pedida para relaxar no fim da tarde.

Plaza de la Catedral
Também conhecida como Plaza Mayor, é nela que está localizada a catedral Metropolitana Santa María La Antigua.
Foi nesta praça que os líderes da época escolheram para anunciar a independência panamenha da Espanha em 28 de novembro de 1821.

Plaza  Herrera
Leva esse nome em homenagem a Tomás Herrera, figura importante nas lutas de independência para libertar o Panamá do domínio espanhol e que foi chefe de governo durante o período em que o país estava unido à Colômbia. Antigamente servia de palco para as corridas de touros. No centro da praça há uma estátua equestre do general trazida da França.



Praça Bolívar

Praça da Catedral

Igrejas
Catedral Metropolitana Santa María La Antigua
Principal Igreja do Casco Antiguo, ficou pronta em 1796, sendo considerada umas das maiores da América Central. Estava fechada em virtude de serviços de restauração em seu interior.

Catedral Metropolitana


Igreja San Felipe Neri
Destruída por um incêndio em 1756, foi reconstruída no início do século XIX. Esta igreja já funcionou como hospital para sacerdotes doentes, orfanato, asilo para idosos, seminário e hospedagem para estudantes do interior do país.

Igreja Nuestra Señora de La Merced
Em estilo barroco, foi consturída em 1673. Para sua construção foram utilizados materiais resgatados da primeira igreja construída no Panamá Viejo, pois os integrantes da Ordem dos Mercedários decidiram doar os materiais adquiridos para erguer a igreja para cooperar com a construção da muralha da cidade, em virtude do medo de novos ataques piratas. É a única igreja do Casco Antiguo que conserva o teto original.

Igreja San José
Também conhecida como Igreja do Altar de Ouro, em virtude do altar de madeira folheado a ouro. Foi uma das primeiras a ser construída no Casco Antiguo, mas diversos fatores, como incêndios e reformas estruturais, alteraram suas características originais.
Ao sair da Igreja, fui alertada por uma vendedora da lanchonete ao lado a não continuar caminhando para o lado esquerdo, pois, segundo ela, seria perigoso.

Igreja San José


Igreja de Santa Ana
Leva esse nome em homenagem ao Conde de Santa Ana, Mateo de Izaguirre, que ajudou no projeto de construção da igreja em 1751. Foi destruída no incêndio de 1854, ficando em ruínas por um longo período. No século XX passou por uma reforma, a qual lhe conferiu as feições atuais.

Convento de Santo Domingo
Destruído por um incêndio no século XVIII, se diferenciava das demais igrejas pelo fato de possuir uma nave única. Aqui funciona o Museu de Arte Sacra. Durante minha visita estava fechado para restauração.

Companhia de Jesus
Em sua composição arquitetônica se destacam vários nichos em forma de caracol, que representam a riqueza marinha do Panamá.
O convento original foi destruído no incêndio de 1737. Logo em seguida, em 1741, foi construída a ala sul para abrigar um colégio que posteriormente se converteria na primeira universidade do Panamá, a Real e Pontifica Universidade de San Javier, que foi fundada em 1749 graças à ajuda recebida do Bispo Francisco Javier de la Luna Victoria y Castro. Em 1767, a ordem foi expulsa das terras espanholas.
No ano de  1781 um incêndio destruiu a fachada principal e em 1882 um terremoto deteriorou mais ainda seu estado.

Outras atrações
El Arco Chato
Construído em meados do século XVIII como parte da Igreja de Santo Domingo. Trata-se de uma estrutura grande e pesada que resistiu desde a época colonial até 2003, quando desmoronou, fato surpreendente por não contar com reforços de ferro. Foi reconstruído em 2006.

Arco Chato

Museu do Canal Interoceânico do Panamá
Neste edifício morou Ferdinand de Lesseps, responsável pelo Canal de Suez e que tentou, sem sucesso, construir o Canal do Panamá.
O museu abriga uma série de documentos históricos importantes, tal como o Tratado Torrijos-Carter, assinado em 1977, que garantiu ao Panamá o controle do canal a partir de 1999, bem como uma coleção de selos e moedas, que ocupa um andar inteiro.
As informações estão todas em espanhol. A entrada custa US$ 2.00. É possível alugar audioguias em inglês por US$ 5.00.

Teatro Nacional
Em estilo neoclássico, foi concebido pelo arquiteto italiano Genaro Ruggieri, tendo sido inaugurado em 1908.

Teatro Nacional


Paseo Esteban Huertas
Leva esse nome em homenagem ao general colombiano que apoiou a revolução que culminou na separação do Panamá da Colômbia.
Trata-se de um corredor encoberto por plantas que abriga diversas barraquinhas de artesanato. É possível encontrar bonecas, chapéus, bijuterias, roupas, telas, etc.

Paseo Esteban Huertas

Tentei colocar aqui algumas das principais atrações do Casco Antiguo com breves informações sobre cada uma delas. No entanto, caminhar sem rumo por suas ruas estreitas já é um grande passeio. Suas construções com sacadas floridas são atrações que por si só já compensam a visita.








Onde comer/beber
O Casco Antiguo possui diversas opções de bares e restaurantes. Vou citar aqui os recomendados por Riolando, nosso guia na Cidade do Panamá.

Diablicos
Almoçamos aqui no primeiro dia do nosso tour. De entrada pedimos patacones recheados de marisco, muito bom. Os pratos são individuais e bem grandes. Apesar de não terem um kids menu, ofereceram para o Dudu uma opção de tirinhas de frango com batatas fritas. Gostamos do atendimento, bem atencioso.
Fica na rua San Felipe. Para acessar o site, clique aqui.

Diablicos


La Rana Dorada
Trata-se de uma microcervejaria. Como visitei o Casco Antiguo pela manhã, acabei não conhecendo. Mas já está na lista para minha próxima visita.
Para acessar o site, clique aqui.

Granclement
Para espantar o calor, nada melhor do que tomar um sorvete. Fica próxima ao Diablicos. Dá para almoçar lá e pedir a sobremesa aqui. Para ver a variedade de sabores, clique aqui.

Sorveteria Granclement

Avaliação final
O Casco Antiguo é, para mim, a grande atração da Cidade do Panamá. Apesar de estar passando por reformas, há uma grande quantidade de prédios já restaurados, tornando sua visita indispensável.











quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Aruba

De todas as ilhas no Caribe, creio que  Aruba seja a mais fácil para os brasileiros. Apesar de ter como línguas oficiais o holandês e o papiamento, o inglês e o espanhol são amplamente difundidos. Mesmo que você não fale nenhuma delas, dá para arriscar uma conversação em português mesmo, visto que parte das pessoas que trabalham com turismo estão acostumadas.



Quando ir
O clima em Aruba não apresenta grandes variações ao longo do ano. A temperatura média anual fica em torno dos 28º C, com as máximas alcançando 32º C. Espere, portanto, sol forte, ventos e muito calor para o ano todo.
O período chuvoso se estende de outubro a janeiro. No entanto, as chuvas são rápidas, e dias ensolarados são a regra, e não a exceção, durante esse período. E como Aruba está fora da rota dos furacões, a ilha é uma boa pedida durante o ano todo.
Para fugir dos preços mais elevados, vale evitar o período de alta estação, que coincide com o inverno no hemisfério norte. De meados de dezembro até meados de abril a ilha fica mais cheia e os hotéis, mais caros.

Como chegar
A Gol conta dois voos semanais para a ilha, às quintas e aos domingos, partindo de São Paulo e com escala em Caracas.
A Avianca parte do Rio de Janeiro e São Paulo, com escala em Bogotá.
A Copa tem voos saindo de Manaus, Recife, Brasília. Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre, com conexão na Cidade do Panamá.

Chegando em Aruba
Outra possibilidade é sair dos EUA, opção que compensa apenas se a terra do Tio Sam estiver incluída no seu roteiro de viagem, visto que a passagem acaba saindo bem mais cara.

Onde ficar
Aruba conta com uma ampla rede hoteleira. A maioria das opções fica concentrada em Palm Beach, região que considero a melhor para se hospedar em Aruba devido a variedade de bares, restaurantes e lojas na rua que fica atrás dos hotéis. Depois de um dia inteiro de praia, mesmo quem alugou carro não vai querer se deslocar à procura de um restaurante.
O Viaje na Viagem tem um post bem ilustrativo de algumas opções de hospedagem em Aruba, bem como comparativos entre Palm Beach, Eagle Beach e centro de Oranjestad. Para acessá-lo, clique aqui.
Nós Ficamos hospedados no Radisson Aruba Resort. Se quiser saber nossa opinião é só acessar o post que fizemos relatando nossa experiência.

O que fazer
O grande atrativo de Aruba são as praias. Nesse post aqui falamos um pouco sobre as que visitamos. Para quem é adepto de esportes aquáticos, em algumas praias há barraquinhas que alugam equipamentos para mergulho e snorkel. Já para quem é fã de algo mais radical, em Hadicurari Beach é possível fazer aula e Kitesurf e Windsurf ou apenas alugar os equipamentos.

Praias - o ponto forte de Aruba

Aruba também tem outras atrações além das praias. Para quem está com crianças, uma boa pedida é visitar a Fazenda de Borboletas. Para saber mais sobre a visita, clique aqui. As crianças ficam encantadas e curiosas para saber tudo sobre esses insetos.
Outras atrações de Aruba são o Parque Arikok, Piscina Natural, Santuário de Passáros e Fazenda de Avestruzes, só para citar alguns.Nesse post aqui falamos de algumas atrações de Aruba, tais como o Farol Califórnia, Capela Alto Vista e dicas de compras.

Onde comer
Opções de restaurantes é o que não falta em Aruba. Difícil vai ser escolher em qual deles ir. Como a maioria das pessoas passa o dia inteiro nas praias, sobra apenas o jantar para se render à comilança.
Para tomar umas margaritas frozen e beliscar especialidades da culinária Tex-Mex, uma boa pedida é o Señor Frogs. Bem animado, com palhaços passando pelas mesas e fazendo enfeites e balão para por na cabeça dos clientes, animadores distribuindo shots de bebida e convidando os mais desinibidos a mostrar suas habilidades no palco. Quem não quiser ficar esperando para arrumar uma mesa deve chegar por volta das 7 horas. Chegamos um pouco antes e uns 30 minutos depois não havia mais mesas disponíveis. Depois das 10 horas rola uma baladinha no lugar.


Señor Frogs
Señor Frog's

Quem gosta de degustar cervejas deve ir ao Taste of Belgium, localizado do Palm Beach Plaza. Comida boa, mas nada de excepcional. Para acessar o site do restaurante clique aqui.

Taste of Belgium

Taste of Belgium

Um restaurante que gostamos bastante foi o Iemanjá, localizado no centrinho de Oranjestad. Fomos sem reservar mesa e por pouco não tivemos de dar meia volta. Para acessar o site do restaurante clique aqui.

Iemanjá


Iemanjá

Quem viaja com crianças precisa de um fast food para salvar a pátria de vez em quando. Quem vai para Aruba não precisa se preocupar, pois lá tem Mc Donald's, Wendy's, Subway, Pizza Hut, dentre outros.

Outras dicas
- Alugue um carro em Aruba. O aluguel não é caro e dá uma mobilidade maior, sendo mais conveniente especialmente quando se viaja com crianças;
- Para alugar carro em Aruba, basta a nossa CNH;
- Passe no Super Foods, ou outro supermercado qualquer, e compre bebidas e lanches para levar para as praias;
- Se o seu hotel não fornecer, compre um cooler para levar os lanches para as praias;
- Se você é mulher, não deixe de bisbilhotar a seção de higiene e produtos de beleza dos supermercados;
- Não deixe para fazer suas compras no free shop. Lá é tudo mais caro;
- No mais, é só se lambuzar de protetor solar, esquecer os problemas e curtir as praias.








quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Aruba além das praias - compras e outras atrações

Todo mundo já está careca de saber que o forte de Aruba são as praias, que são lindíssimas. Mas depois de 4, 5 dias lagarteando sob o sol, pode bater uma vontade de fazer algo diferente.
Não, nós não nos cansamos das praias de Aruba. Chegávamos pela manhã e ficávamos até o finzinho da tarde. Talvez por este motivo não tenhamos muitas dicas de outros passeios. 
Mas, como estávamos com carro alugado durante os cinco dias de nossa estada em Aruba, pudemos desbravar um pouquinho da ilha. Segue abaixo uma listinha de atrações em Aruba além das praias.

Pontos turísticos
California Lighthouse


Farol Califórnia

Situado no noroeste da ilha, fica próximo a Arashi beach. Existem várias versões para o nome de batismo. De acordo com uma delas, leva esse nome em homenagem ao navio americano Califórnia, que afundou nas proximidades de Aruba em 1891.
Não é permitido subir ao topo farol, mas lá do alto da colina tem-se uma vista espetacular da ilha. Pode-se avistar o oeste da ilha com suas águas tranquilas, bem como o leste e seu mar bravio.Uma boa pedida é aguardar o pôr-do-sol lá do alto.

Mar do Caribe visto do Farol Califórnia

Alto Vista Chapel


Capela Alto Vista

A capelinha amarela reina absoluta no cume de uma elevação em Noord. Uma estradinha sinuosa margeada por cactos nos leva até ela. Até parece que estamos no deserto!
Recomendamos um GPS para chegar até lá, pois não tem placas indicando o caminho.

Dudu e os cactos

Fazenda de borboletas


Butterfly Farm

Uma boa pedida para entreter os pequenos é uma ida à Fazenda de Borboletas.
Já fizemos um post contando como foi nossa visita. Para acessá-lo, clique aqui.

De Olde Molen


Moinho no Hotel The Mill Resort & Suites

Tudo bem que que o moinho não é uma atração turística, mas não dá para passar batido por ele. Além do mais, é uma das poucas coisas na ilha que nos remete à Holanda. Até mesmo porque com a quantidade de americanos na ilha, os mais desavisados nem devem lembrar que Aruba foi uma colônia holandesa.
O moinho fica no hotel The Mill Resort & Suites (J.E. Irausquin Boulevard, 330, Palm Beach).

Compras
Quem disse que o futebol é o esporte favorito dos brasileiros estava mentindo. Os brazucas gostam mesmo é de fazer compras. Basta uma entradinha despretensiosa em alguma loja de eletrônicos ou cosméticos em Oranjestad para verificar que não estou falando bobagem.
Pelo que pude observar, compensa comprar cosméticos, perfumes e alguns eletrônicos em Aruba. Com relação a eletrônicos, por exemplo, a câmera Go Pro estava US$ 40.00 a menos do que o valor que paguei no Panamá.
Não cheguei a ver preço de jóias, então não posso confirmar se é vantagem comprar em Aruba. Mas ressalto que algumas peças que vi nas vitrines eram ouro 14. Portanto, vale ficar atento.
Achei os preços dos tênis caros em Aruba, pelo menos se compararmos aos dos EUA e do Panamá. A variedade é pequena também. As roupas esportivas da Adidas, Nike, Asics e afins estavam caras, mesmo valor que pagamos no Brasil.
Oranjestad é o melhor lugar para fazer compras. Tem opções para todos os gostos e bolsos: desde as lojas mais chiques do Renaissance Mall até as barraquinhas de souvenir nos arredores do Renaissance.
Para visualizar os shoppings de Aruba, clique aqui. Para acessar o site do Renaissance Mall Aruba, clique aqui.

Royal Plaza Mall

Roupas
Quanto a roupas, só vale a pena de a loja estiver em promoção. As pólos da Lacoste estavam US$ 83.00 as básicas e as da Tommy, cerca de US$ 70.00. Na loja da Tommy alguns artigos estavam com descontos de até 50%. Nada que se pareça com os preços praticados nos EUA.


Bolsas
Com relação a preços de bolsas, só posso dar pitaco em relação a duas lojas: Louis Vuitton e Coach. Na Coach, os preços de Aruba são suavemente maiores que nos EUA. No entanto, como nos EUA tem incidência de imposto de cerca de 7% (caso da Flórida, nos outros estados é maior), o preço fica praticamente o mesmo. A Legacy Penny Shoulder Purse estava US$ 210.00, ao passo que nos EUA é US$ 198.00.

Coach Legacy Penny Shoulder Purse

Já na Louis Vuitton, os preços em Aruba são vantajosos se comparados aos praticados nos EUA. A Alma BB Epi custa US$ 1,370.00 em Aruba e US$ 1,380.00 nos EUA. Só que em Aruba o imposto já está embutido no valor, ao passo que nos EUA não. Se forem lá, procurem pela vendedora Shalitsa. Ela é super gentil, uma fofa, entende até português.

LV Alma BB Epi 


Cosméticos 
Com relação a cosméticos e perfumes, achei os preços bons. Na loja da Mac Cosmetics, os preços são os mesmos do site americano. No entanto, como não tem incidência de imposto, a compra acaba se tornando vantajosa. Em Aruba, o batom tradicional estava US$ 15.00, o batom mineralize US$ 22.00, o blush US$ 21.00 e o Prep + Prime Natural Radiance US$ 40.00. São exatamente os mesmos preços do site americano, confira aqui. Os valores também são os mesmos de Curaçao (loja Penha de Punda) e do Free Shop do Panamá.
Não chequei o preço de vários perfumes, mas como minha afilhada tinha me encomendado um Chanel Chance EDT 100 ml e um Tommy Girl EDT 100 ml, tive que fazer uma pequena pesquisa. O primeiro estava US$ 86.00 e o último, US$ 57.00. Preços bons, especialmente se comparados aos do nosso Free Shop. Os preços também são iguais aos de Curaçao e do Free Shop do Panamá.

Minhas aquisições na MAC


Alerta de perigo
Não deixe para fazer suas compras no Free Shop do aeroporto de Aruba. Tudo muito caro! Os perfumes estavam cerca de 10% mais caros do que nas lojas de Oranjestad.

Aeroporto de Aruba


Dufry de Aruba 

Outros
Uma vez em Aruba, você vai querer passar em algum supermercado para comprar bebidinhas e comidinhas para os passeios nas praias. O maior, mais variado e organizado é o Super Food. Abre de segunda a sábado, das 8:00 às 20:00 e aos domingos das 9:00 às 14:00. Fica em Oranjestad (Bubali, #141 - A). Certamente você vai passar por ele.
As mulheres não podem deixar de entrar na farmácia que fica logo na entrada do supermercado. Algumas marcas tem preços bons. Vale a pena conferir!

Supermercado


Gôndola de vinhos do Super Food

terça-feira, 23 de julho de 2013

Encontro das águas dos rios Negro e Solimões

Um passeio imperdível para os que visitam Manaus é o encontro das águas dos rios Negro e Solimões. Li em alguns blogs sobre pessoas que fecharam o passeio diretamente com um barqueiro ao invés de optarem pelos oferecidos por agências de viagem. No entanto, o bichinho da dúvida começou a rondar minha cabeça, e mil perguntas surgiram: "e se o barco não for confortável?", "e se não estiver com a manutenção em dia?", "será que vai ter coletes?", etc.

Embarcação no Porto de Manaus

Acabei optando por contratar o passeio com uma agência. Após breve pesquisa, fechei com a Amazon Manaus Tours. O valor para três pessoas, sendo 2 adultos e 1 criança, foi de R$ 398,00, incluindo traslado de/para o hotel e almoço sem bebidas em restaurante flutuante.
A reserva foi feita por e-mail mesmo e o pagamento efetuado em espécie no dia do passeio.
No dia do passeio, na hora combinada, o Paulo, nosso guia, passou no nosso hotel para nos buscar. Fizemos uma parada de 20 minutos na agência, com sede no Hotel Brasil, onde pudemos efetuar o pagamento do passeio. De lá seguimos até o Porto de Manaus, nosso ponto de partida.
Nosso grupo era formado por apenas 7 pessoas, o que não atrapalhou a dinâmica do passeio, pois o meu maior receio em passeios em grupo são aqueles atrasadinhos que sempre deixam os demais esperando.
Como o nosso barco ainda não estava pronto para partida, aproveitei para dar uma bisbilhotada nos arredores, e, claro, checar o andamento das obras do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, previsto para ser reaberto em 24 de outubro de 2013, data do aniversário da cidade.

Mercado Municipal Adolpho Lisboa

Mercado Municipal Adolpho Lisboa

Pelo que vi acho que os manauaras vão ter mais um motivo para comemorar o aniversário da sua cidade. A obra tá ficando bem bacana. É um prédio realmente muito bonito.
De volta ao Porto, hora de embarcarmos rumo a mais uma aventura. Nosso barco era uma voadeira em bom estado de conservação. Também gostei do estado dos colotes, não estavam com aquele cheirinho ruim de coisa podre.

Dudu pronto para a partida

Aos poucos a Ponte Rio Negro foi ficando para trás. A título de curiosidade, a Ponte Rio Negro é a maior ponte estaiada em águas fluviais do Brasil e a segunda do mundo, tendo custado mais de 1 bilhão de reais.

Ponte Rio Negro

Enquanto nossa voadeira corta o rio Negro rumo ao Solimões, algumas dezenas de postos de combustível pontilham a paisagem.

Posto de combustível no rio Negro

De repente, chegamos ao local onde os rios Negro e Solimões se encontram. O barqueiro vai mais devagarinho e pudemos por a mão na água para sentir a diferença de temperatura das águas. O rio Solimões é mais frio que o Negro, pois sua água é mais clara, absorvendo menor quantidade de radiação solar.
É incrível visualizar como a água dos rios realmente não se misturam. Nosso guia explicou que isso se deve às diferentes temperaturas, densidades e velocidades  das águas dos rios. 

Encontro das águas dos rios Negro e Solimões

Encontro das águas dos rios Negro e Solimões

Em seguida, visitamos uma comunidade ribeirinha. Não teve como não me lembrar da minha viagem à Tailândia em 2009.

Comunidade ribeirinha

Comunidade ribeirinha

Fizemos uma paradinha rápida em uma das casas, mix de bar flutuante, lojinha de souvenir e cativeiro de pirarucu. É oferecido aos turistas a oportunidade de pescar o peixe. O valor para duas tentativas é de R$ 5,00.
É lógico que o Dudu encasquetou que queria pescar o tal peixe.

Pirarucu

No entanto, fui informada que os peixes pesavam entre 150 e 200 quilos. Seria mais fácil eles pescarem o Dudu que o contrário. Como já tinha pago mesmo, tomei as rédeas da situação, ou melhor, a vara. É bom tomar cuidado, pois o pirarucu, quando consegue pegar a isca, dá um tranco bem forte. Acabei ralando levemente meu braço.

Eu em ação

De lá seguimos rumo ao Parque Ecológico de Januari, onde iríamos visualizar as vitórias-régias. No meio do caminho fomos brindados com belas paisagens.





Mais uma parada no meio do caminho, desta vez numa casinha perdida no meio do nada. Aqui tivemos a oportunidade de tirar fotos segurando uma jiboia e um bicho preguiça. Também pudemos ver uma sucuri em um tanque.
É lógico que o Dudu quis tirar fotos com os bichanos.

Dudu e o bicho preguiça

Dudu e a jiboia

Em seguida, fomos ver as tão esperadas vitórias-régias.

A trilha

Vitórias-Régias

Flor da Vitória-Régia

A fome já estava apertando, ainda bem que o almoço já estava pronto à nossa espera. Almoçamos no restaurante flutuante Valdecy. A refeição é em sistema de buffet. Estava com tanta fome que achei a comida bem razoável, com exceção dos peixes fritos, pois eles ficam no rechaud e acabam perdendo a crocância. Não perca a oportunidade de tomar o guaraná Baré, um clássico local.

Restaurante Valdecy

Depois do almoço tivemos tempo livre para visitar a loja de artesanato. Eu, como boa apreciadora, arrematei um vaso de arara, uma cobra de madeira pro Dudu, uma máscara indígena e diversas pulseirinhas. Vale a pena pechinchar, pois eles acabam baixando um pouco os preços.

Loja de artesanato

Artesanato 

Em seguida, novamente embarcados, adentramos a floresta alagada. Não tem como não ficar encantado com a beleza exuberante da vegetação. 

Mata de várzea

Mata de várzea

Tronco da samaúma

Hora de voltar para o hotel. O encontro das águas dos rios Negro e Solimões é um passeio que vale a pena. E o Dudu vai voltar das férias com um monte de estórias pra contar.

Informações úteis
Passeio: Encontro das águas
Empresa: Amazon Manaus Tours. Para acessar o site, clique aqui.
Duração: cerca de 5 horas
Valor por adulto: R$ 149,00.
O que está incluso no valor? Transfer de/para o hotel, passeio e almoço sem bebidas.