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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Kyoto - parte 2

No segundo dia, iniciamos nosso passeio no Castelo de Nijo (Nijojo).
Para quem está hospedado no Hotel Granvia Kyoto ou arredores da estação Kyoto JR é só pegar o Raku bus 101, que para em frente à entrada do castelo.
O Nijojo foi construído em 1603 e serviu como a residência em Kyoto de Tokugawa Ieyasu, o primeiro shogun do período Edo. O seu neto, Iemitsu, terminou a obra 23 anos depois.
O Castelo de Nijo é divido em 3 áreas: Honmaru (muralha principal), Ninomaru (muralha secundária) e alguns jardins que circundam ambas muralhas.
Seguem algumas fotos do Castelo.






A próxima visita seria ao templo do Pavilhão Dourado (Kinkakuji). Para ir até lá pegamos o Raku bus 101.
Leva esse nome pelo fato de os dois últimos andares serem cobertos de ouro.
Em 1950 um monge fanático colocou fogo no pavilhão, o qual foi reconstruído em 1955.
Apesar de relativamente pequeno, foi o templo que mais gostamos.
As fotos abaixo ilustram a beleza do Kinkakuji.




Em seguida rumamos para Gion, reduto das gueixas de Kyoto. É um bairro super gostoso para bater perna, cheio de lojas, restaurantes e casas de chá (ochaya). São nestas últimas que gueixas e maikos (aprendizes de gueixa) entretem a clientela cantando e dançando.
Quem não está disposto a gastar tanto para ver as gueixas em ação deve ir ao Gion Corner (foto abaixo), onde há apresentações de bunraku (marionetes), cerimônia do chá e ikebana.



Seguem mais fotos de Gion.







Andar por essas ruelas de Gion é como fazer uma viagem ao passado. Gion, com sua beleza singela e atmosfera tranquila, é uma ótima pedida para um fim de tarde.
Dica: as lojinhas de Gion são ótimas para comprar lembrancinhas e objetos de decoração característicos do Japão. Para as Hello Kitty maníacas tem uma loja da Sanrio com coisinhas bem legais.



segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Kyoto - parte 1

Ginkakuji
O nosso primeiro dia de passeio em Kyoto teve início em Ginkakuji, o templo do pavilhão prateado. Apesar  do nome, ele não é prateado. Acredita-se que tal apelido lhe foi concedido para fazer uma contraposição ao templo do pavilhão dourado (Kinkakuji). Uma outra explicação para o nome seria que a luz da lua, ao incidir em sua superfície escura (antigamente era pintado de preto), lhe dava um aspecto prateado.
Partindo do terminal de ônibus da estação JR Kyoto, o Raku bus número 100 te deixa próximo ao local indicado na foto abaixo. Depois, é só subir a ruela que aparece ao fundo.

Rumo a Ginkakuji
Ginkakuji, além do Pavilhão Prateado, possui meia dúzia de outros templos, um jardim de musgo e um jardim de areia.
Algumas fotos desse belo templo.



 



Do alto do templo podemos ter uma visão panorâmica de Kyoto.


Após sair do templo vale a pena dar uma olhada nas lojinhas dessa rua para comprar doces, bujingangas ou tomar um sorvete. Essa da esquina tem um sorvete de chá verde muito bom.


Próxima parada: Templo Eikando.
Partindo do Ginkakuji, dá para ir ao Eikando a pé. Passa-se pelo Caminho do Filósofo (Philosopher`s Path).No final da ruazinha da foto acima vai ter uma plaquinha indicando o caminho.
O Philosopher`s Path é um caminho de pedra que segue um canal e é ponteado por cerejeiras. Tem cerca de 2 km de extensão, ligando o Templo Ginkakuji ao bairro de Nanzenji. Possui esse nome devido a Nishita Kitaro, um dos mais famosos filósofos japoneses, que dizia praticar meditação em suas caminhadas rumo à Universidade de Kyoto.
Seguem algumas fotos do Caminho do Filósofo.





Na primavera, as cerejeiras dão um toque mágico ao caminho. Dá vontade de ficar lá horas e horas contemplando as flores e pensando na vida.

Caminho do Filósofo na primavera (foto do Japan Guide)
O Templo Eikando também é conhecido como Zenrinji. As edificações principais do Eikando estão construídas na base da colina e são conectadas por passarelas de madeira.
O Eikando é muito procurado no outono, sendo um dos melhores lugares para se visualizar a troca de coloração das folhas.
Vejamos algumas fotos.










Ao lado do Eikando fica o  Templo Nanzenji. 
O Nanzenji é um dos principais templos do Japão, sendo composto de vários sub-templos. Como já estávamos morrendo de fome, visitamos apenas a parte externa do templo.
Seguem algumas fotos:




Um aqueduto construído durante a era Meiji  para transportar água entre o Lago Biwa e Kyoto corta o Templo Nanzenji.


Após o almoço, seguimos rumo ao Santuário Heian (Heian Shrine).
Heian Shrine foi construído em 1985, sendo dedicado aos espíritos do primeiro e do último imperador que reinaram na cidade, Imperador Kammu (737-806) e Imperador Komei (1831-1867).
Um torii gigante indica a proximidade do santuário.


Mais fotos.




Em seguida, visitamos o Kyoto Handcraft Center. É um prédio com vários andares repletos de artigos tradicionais, como quimonos, bonecas, espadas, artigos de porcelana, entre outros. Vale a pena uma visita, especialmente para aqueles que não terão muito tempo, pois aqui tem de tudo em um só lugar.








Kyoto - introdução

Kyoto foi a capital do Japão e residência do Imperador entre 794 e 1868. Atualmente é a sétima maior cidade do Japão, com uma população aproximada de 1,4 milhão de habitantes.
A Kyoto do nosso  imaginário é aquela pontilhada de templos, gueixas andando pra lá e pra cá com seus tamanquinhos de madeira e ruelas tranquilas. Ok, você certamente vai encontrar tudo isso lá. Mas Kyoto é uma cidade bastante moderna. Ao desembarcar na estação de Kyoto você pode até achar que chegou ao lugar errado. Não se engane, pois aqui passado e futuro andam lado a lado.

JR Kyoto Station
A estação de Kyoto conta com um hotel, o Granvia Kyoto, uma loja de departamento Isetan, um emaranhado de lojas subterrâneas, cinema e restaurantes. É a segunda maior estação de trem do Japão, perdendo apenas para a de Nagoya.

Onde ficar?
Sempre levamos em consideração a proximidade do hotel com o sistema de transporte público. Como chegaríamos em Kyoto de trem, optamos por nos hospedar no Hotel Granvia Kyoto, que fica no mesmo prédio da estação JR Kyoto. Além disso, o terminal de ônibus fica localizado do lado de fora da JR Kyoto, facilitando a vida de quem está hospedado no Granvia nos deslocamentos.
Pagamos cerca de R$ 250, 00 na diária. Como o valor da diária no site do hotel estava o mesmo do que no Hotels, Booking, Expedia e afins, optamos pela primeira opção.
O café da manhã não está incluso.
Chegamos ao hotel por voltas das 10 horas. O lobby estava bastante movimentado, cheio de grupos chegando e saindo. Não conseguimos fazer um early check in. O jeito foi deixar as malas no hotel para dar uma volta nas lojas da estação, almoçar e só voltar às 15:00.
O nosso quarto era gigantesco, e olha que reservamos a opção mais simples. Tudo era muito bom: cama confortável, travesseiros idem, banheiro bem limpo, muito espaço no guarda roupa.
Da janela do quarto dava para ver os trem bala chegando e saindo da estação. Bem legal.

Quarto do hotel Granvia Kyoto (foto do site do hotel)
Trasnporte
Cabe lembrar que o metrô em Kyoto tem apenas 2 linhas e, portanto, pouquíssima capilaridade. Para dizer a verdade, nem fez falta, pois fizemos todos os deslocamentos na cidade de ônibus, que é superfácil de usar. Dependendo da quantidade de deslocamentos que você for fazer em um dia, compensa comprar o cartão em uma das máquinas do próprio terminal. Você pode comprar o cartão com o motorista do ônibus, é só pedir assim que embarcar.
Olha o ticket do busão, que lindo!
Você deve passar esse cartão na máquina apenas na primeira vez que descer do ônibus. Nas outras vezes, deve apenas mostrá-lo ao motorista.

Quando ir?
A melhor época para ir a Kyoto é na primavera e no outono. Entre o final de março e começo de abril a cidade se enfeita com as cerejeiras, que deixam a cidade ainda mais linda. Quanto mais cedo o frio for embora, mais cedo as cerejeiras florescem. Lembramos que as cerejeiras começam a sua aparição do sul para o norte. Nessa época os parques e templos da cidade lotam com locais e turistas praticando o hanami, que é a arte de apreciar as flores, em especial as cerejeiras.
Primavera em Kyoto - foto do site Japan Guide

No outono, mais precisamente na segunda quinzena de dezembro, as árvores da cidade ganham um aspecto todo especial com as folhagens vermelhas (koyo). No caso das folhagens vermelhas, quanto mais o frio demora a chegar, maior a espera pelas folhinhas vermelhas.

Kyoto no outono - foto do Japan Guide
Um site excelente para acompanhar a evolução das cerejeiras e das folhagens de outono é o japan guide. Eles fazem posts frequentes da evolução das cerejeiras na primavera e do koyo no outono de diversas cidades do Japão e indicam os melhores locais para apreciar esses espetáculos da natureza. Para acessá-lo, clique aqui.

Quando evitar?
Os meses de verão. Em junho chove praticamente todos os dias e agosto é o mês mais quente.
Fomos em dezembro, as folhagens das árvores já estavam bem escassas e pudemos ver apenas um resquício das folhas vermelhas de outono. Em compensação, os templos estavam relativamente vazios e pudemos apreciar tudo com bastante calma, sem precisar ficar disputando lugar para tirar fotos.
No inverno, as árvores decíduas ficam sem folhas, o que tira um pouco da magia dos parques e templos. O frio também pode ser um incômodo para alguns.