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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Osaka - Parte 1

Madrugamos (maldito fuso horário). Mesmo cansados da viagem, saímos para dar uma corridinha básica de 6 km pelas proximidades do hotel. Eram ainda 5 da manhã. Ruas vazias. Cruzamos apenas com algumas pessoas pelo caminho. Uma sensação de que eu pertencia àquele lugar tomou conta de mim.

Osakajo
Sempre me identifiquei muito com o Japão e com a cultura japonesa. Quando estudava na UnB comecei a fazer a disciplina língua japonesa como disciplina optativa. Entretanto, tive que abandonar, pois o tempo ficou escasso e eu estava fazendo duas faculdades paralelamente.
Mas a paixão pelo país nunca diminuiu. Ficou adormecida por um tempo, é verdade. O tempo passou, mudei de cidade. Mas em 2008 a vontade de conhecer o país voltou a bater em minha porta. 
Sempre tive vontade de conhecer o mundo todo. Não há país para o qual eu torça o nariz. Mas de todos os lugares que eu ainda não conhecia, o Japão ocupava o topo da lista.
Não queria ir para lá de qualquer jeito. Por isso, acabei adiando a viagem para a terra do sol nascente várias vezes e outros destinos foram passando na frente. Minha paixão pelo Japão era antiga, eu simplesmente não poderia chegar lá de qualquer jeito. Teria que ser a viagem perfeita.
Voltei para o curso de japonês, comprei um monte de livros de hiragana, katakana, kanji. Mergulhei nos guias Lonely Planet e Eyewitness, decorei nomes de estação, enchi o saco do marido. E sonhei até não poder mais. Esse é o melhor lado de planejar as viagens por conta própria, pois você acaba antecipando os bons momentos e prolongando a viagem por mais tempo.
Em 2012 decidi que minha ida ao Japão não poderia mais ser adiada. Conseguimos juntar 300.000 milhas no smiles e emitimos Cuiabá - Osaka e Tokyo - Guarulhos na executiva. Pronto, a viagem dos senhos estava prestes a se concretizar.
Bem, após essa breve introdução do porquê de ir ao Japão é hora de voltar ao passeio.
A primeira atração do dia foi o Castelo de Osaka (Osakajo). Fomos de metrô. A estação mais próxima -Morinomya - fica próxima ao castelo. Caminhando um pouco ao sair da estação chegamos a esse belo jardim.

A caminho do Castelo de Osaka

A entrada, incluindo a subida à torre do castelo, custou 600 ienes.
Minha vontade era encontrar os jardins repletos de árvores com as folhas vermelhas características do outono. No entanto, como em 2012 o frio chegou mais cedo, as árvores já estavam quase sem folhagem. Uma pena!

Herança budista

Um resumo da conturbada história do Osakajo
O castelo de Osaka simboliza o poder e a fortuna de Hideyoshi Toyotomi. Com a morte de Nobunaga Oda em 1582 em uma batalha no templo Honnoji, Hideyoshi Toyotomi sucedeu seu mestre e iniciou a construção do castelo em 1583. Em 1585 a torre principal do castelo ficou pronta.
Com a morte de Hideyoshi Toyotomi, em 1598, seu filho, Hideyori Toyotomi, muda-se para o Castelo de Osaka.
Em 1600 irrompe a Guerra de Sekigahara, na qual Tokugawa Ieyasu derrotou o exército de Hideyori.  Em 1614 Tokugawa Ieyasu atacou o Osakajo, destruindo-o parcialmente.
Em 1620, Tokugawa Hidetada iniciou a reconstrução do Castelo de Osaka, a qual foi finalizada em 1629.
Em 1665 a torre principal do Osakajo foi atingida por raios, o que ocasionou um incêndio que a destruiu.
Em 1868, o castelo foi quase todo destruído durante a Batalha de Boshin, travada entre o Exército do Novo Governo e o Exército do Shogunato Tokugawa.
Em 1931 a torre principal foi reconstruída.
Em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, um ataque norte-americano destruiu novamente parte do castelo.
Em 1995 foi aprovado um novo projeto de restauração, o qual foi finalizado em 1997.
Você pode me perguntar qual o porquê das datas e dos acontecimentos históricos. Bem, acho que todo mundo tem uma imagem na cabeça relacionada a algum lugar. Quando eu pensava em Japão a primeira coisa que vinha na minha cabeça era o Osakajo, talvez pelo fato de um dos meus álbuns de infância ter a foto do castelo adornado de cerejeiras estampada na capa. Então busquei saber um pouquinho mais sobre o castelo e coloquei as informações no meu roteiro do dia, que estou utilizando agora para fazer este post.

Osakajo

Osakajo por outro ângulo

E o outono se despede

Vista de Osaka

Templo

Vista de Osaka

Após visitarmos a torre principal , comemos uns bolinhos de polvo numa das barriquinhas em frente ao Castelo para tapear a fome. Yummy!!! Muito bom! Não dá para ir ao Japão e não experimentar esses bolinhos.
Em seguida fomos ao Umeda Sky Building para vistar o observatório que fica no topo do mesmo. A partir da estação de metrô Umeda anda-se um pouquinho até chegar lá. Nada que um GPS não resolva.
A entrada para o observatório custa 700 ienes, podendo ser paga com cartão de crédito. Para mais informações, clique aqui.

Umeda Sky Building

Do alto do prédio tem-se uma vista maravilhosa de Osaka. Aqui também não encontramos filas nem multidões. Pelo contrário. Estava bem vazio, com no máximo uns dez visitantes.
Lá em cima tem uma cafeteria e uma lojinha de souvenirs. Vale apena fazer uma pausa para tomar um café ou sorvete apreciando a vista.

Osaka vista do alto

Maridón no Umeda Sky Building

Vista de Osaka
Em seguida fomos ao Hep 5 (Hankyu Entertainment Park), um shopping center que abriga o parque da Sega. Como ainda estávamos meio cansados da viagem, não visitamos o tal parque. 
Apenas demos uma voltinha para explorar o shopping e voltamos para o hotel.
Sem muita criatividade  para procurar um lugar diferente para jantar, optamos por repetir a dose no 511 horai.


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Osaka - parte 2

No nosso segundo dia em Osaka, começamos com uma visita ao Templo Shintennoji, um dos templos mais antigos do Japão e o primeiro a ser construído pelo Estado. Foi fundado em 593 pelo Princípe Shotoku, que apoiava a introdução do budismo no Japão. Apesar de ter sido destruído diversas vezes ao longo de sua existência, foi cuidadosamente reconstruído para refletir o design original do 6º século.
Entrada do Shintennoji Temple
A visitação da área externa do templo é gratuita. No entanto, a entrada para o jardim Gokuraku-jodo e a casa do tesouro são pagas.
Seguem algumas fotos do templo.





Em seguida, fomos ao Aquário de Osaka (Kaiyukan).
Kaiyukan
O aquário de Osaka fica na zona portuária da cidade, no vilarejo de Tempozan. 15 tanques exibem a vida marinha de diversas partes do planeta. O tanque central, que possui 9 metros de profundidade, representa o Oceano Pacifico, e abriga um tubarão baleia, que é a atração principal do aquário.
O site do aquário possui diversas informações, tais como acesso e preços, além de discorrer sobre as espécies em exibição no aquário. Tem até uma versão em português, basta clicar aqui
Ao comprar o ticket, você pode escolher apenas a visita ao aquário. Mas há também a opção de subir na roda-gigante e de fazer um passeio de barco. Nós apenas visitamos o aquário e andamos na roda-gigante, pois estava ventando muito no dia da nossa visita.
O aquário vale a pena ser visitado.







Após a visita ao aquário fomos ao Tempozan Market Place. Lá dentro fica o Naniwa Kuishinbo, um shopping center gastronômico. Aqui fomos introduzidos ao okonomiyaki, que lembra , guardadas as devidas proporções, uma pizza. Desceu bem com uma Asahi bem gelada. Hum!

Hora de passear na roga gigante. Lá do alto temos uma bela visão da cidade. Ainda bem que o tempo colaborou e fez um solzão.










quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Chegando a Osaka - dia 1


Enfim, chegamos! O aeroporto de Kansai é bem moderno. O processo de imigração foi rápido e indolor. Entre entrar na fila e sair com o passaporte carimbado, ou melhor, etiquetado, não levou mais que 5 min.
Nossa bagagem demorou menos de 5 minutos para chegar na esteira. Assim que pegamos nossas bagagens fomos providenciar nosso transporte até o hotel. Não recomendo pegar táxis, a menos que você tenha muito $$$ sobrando, visto que uma corrida até o hotel pode custar cerca de R$ 400,00.
Para pegar os trens, você precisa subir até o 2º andar. As linhas da Japan Railway (JR) e da Nankai ficam lado a lado. Qual delas escolher vai depender do seu destino. Como nos hospedamos no Fraser Residence Nankai Osaka optamos pela Nankai Line, que tem como destino a estação de Namba Nankai Station, bem próxima ao nosso hotel (uns três minutinhos de caminhada). Se seu destino for a estação de Namba, você tem duas opções: o Airport Express, que faz paradas em mais estações e é mais barato, e o Rapit α, direto e mais caro. A diferença de tempo entre os dois é de apenas 9 minutos, o que me fez optar pelo primeiro. Você pode obter mais informações transportes a partir do aeroporto do site do mesmo (http://www.kansai-airport.or.jp/en/access/train/index.html).
Obs: quando fomos ao Japão, os guichês da Nankai Line no aeroporto de Osaka não aceitavam cartões de crédito. Assim sendo, leve ienes do Brasil ou faça saque nas ATM's do aeroporto. Como não gosto de chegar a outro país com as mãos abanando, levei uma quantia do Brasil.
O hotel - Fraser Residence Nankai Osaka
Chegamos ao hotel por volta das 10 horas. Bem mais cedo, portanto, que o horário previsto para check-in. No entanto, logo fomos encaminhados ao nosso quarto. Aproveitamos para tirar um cochilo antes de  darmos uma voltinha de reconhecimento.
O quarto até que tem um tamanho bem razoável. É equipado com frigobar, cooktop, máquina de lavar/secar. Muito prático ter máquina de lavar/secar dentro do quarto, pois dá pra levar menos roupa e não ficar carregando aquele monte de bagagem.
Fizemos a reserva pelo próprio site do hotel, considerando que o valor sairia menor que no booking.com e no hotels.com. No valor da reserva estava incluso café-da-manhã. Não era buffet. Eles te ofereciam 3 opções de pratos. Café e sucos eram liberados. Não era um prato farto, mas bem gostosinho.
Recepcionistas muito simpáticas e solicitas, como é padrão no Japão.
Os arredores
Acordamos com uma fome e fomos dar uma voltinha. Bem pertinho do hotel tem um restaurante chamado 551 horai. Trata-se de uma rede de restaurante chinês com vários pontos em Osaka. Achamos um na Isetan da estação de Kyoto também. Os pratos são bem fartos e com um ótimo preço. Dá para comer muito bem por R$ 30,00 por pessoa ou menos. Considerando que eles oferecem chá e água de cortesia, você nem precisa gastar com bebidas. Além disso, no Japão não é cobrada taxa de serviço. Não custa lembrar que uma lata de refrigerante não sai por menos de R$ 10,00 e um chopp pequeno por R$ 15,00. Anotem essa dica, você não vão se arrepender! 
551 Horai (foto Japan Guide)

Depois fomos dar uma voltinha a pé até Dotombori, uma rua cheia de restaurantes e bem movimentada à beira do canal de mesmo nome. O mais emblemático deles é o Kani Doraku, onde você pode degustar o famoso caranguejo japonês.
Mas se você não estiver disposto a gastar muito por uma refeição, há várias outras opções na mesma rua. O melhor de tudo é que os pratos ficam expostos em uma espécie de vitrine acompanhados dos seus respectivos preços. Caso  o garçon não fale inglês e você não manje um pouco de japonês, é só apontar. Os cardápios, mesmo quando em japonês, costumam trazer fotos dos pratos.
Fachada de restaurante em Dotombori
Restaurante Kani Doraku - só em Dotombori há 2 unidades
Primeiro dia com gostinho de quero mais. Minha primeira impressão da cidade, e do Japão, foi a melhor possível. Pessoas simpáticas e extremamente educadas, tudo muito organizado, ruas impecavelmente limpas e seguras.