segunda-feira, 21 de outubro de 2013

48 horas em Manaus

Para dar início à série "48 horas", vamos contar nossa experiência em Manaus. Muitos podem perguntar o porquê de 48 horas e não 3 ou 4 dias, afinal de contas 2 dias apenas podem parecer insuficientes para conhecer a grande maioria das capitais brasileiras. Como gostamos de aproveitar o fim de semana para desbravar novos lugares, e nem sempre um feriado calha de cair na sexta ou na segunda, 48 horas é o que temos para nossas aventuras pelo Brasil.
Infelizmente, já vou adiantar que 2 dias é pouco para conhecer a capital do Amazonas. No entanto, com um pouco de planejamento e disposição, é possível aproveitar as principais atrações da cidade. 
Segue a lista de atrações que selecionamos para visitar em um final de semana em Manaus:

Teatro Amazonas
Inaugurado em 1896, o Teatro Amazonas é símbolo da riqueza da cidade durante o ciclo da borracha. Em estilo Neoclássico, tem como principal destaque uma cúpula em mosaico com as cores da bandeira do Brasil. 
Fizemos a visita guiada num sábado de manhã. Vale muito a pena, pois além dos detalhes sobre o teatro, os guias nos contam um  pouquinho sobre os costumes da sociedade manauara à época.

Teatro Amazonas

Palácio da Justiça
Localizado atrás do Teatro Amazonas, funcionou como sede do Judiciário estadual até o ano de 2006. No térreo funciona o Centro Cultural Palácio da Justiça, que abriga exposições temporárias. Na época em que fomos tivemos a oportunidade de conferir a exposição Pioneiros & Empreendedores - A Saga do Desenvolvimento no Brasil.
A visita guiada ao pavimento superior é gratuita. Além de detalhes do prédio e mobiliário, os guias discorrem um pouco sobre curiosidades do Judiciário do Amazonas e casos que marcaram a sociedade amazonense, tais como o Caso Delmo.

Palácio da Justiça

Palácio Rio Negro e Parque Jefferson Péres
Construído no final do século XIX para ser a residência do comerciante de borracha alemão Waldemar Scholtz, o Palácio Rio Negro funcionou como sede do Governo do Amazonas até 1995. Atualmente abriga o Centro Cultural Palácio Rio Negro.
Uma boa opção para quem está viajando com crianças é deixá-las correr soltas no Parque Jefferson Péres, adjacente ao Palácio. O parque conta com trilhas, orquidário, brinquedos e lanchonetes, sendo uma boa pedida para o fim de tarde.



Passeio do Encontro das Águas
O ponto alto da nossa visita a Manaus foi o passeio do encontro das águas dos rios Negro e Solimões.
Neste post aqui contamos detalhes do nosso passeio. Vale muito a pena, principalmente para aqueles que viajam com crianças.

Encontro das Águas

Palacete Provincial e Praça Heliodoro Balbi
Inaugurado em 28 de fevereiro de 1875, leva esse nome devido ao fato de ter funcionado como sede do governo da Província do Amazonas. Em 1892 passou a abrigar o Comando da Polícia Militar. 
Passou por obras de restauração em 2007 e abriga, atualmente, o Museu de Numismática, o Museu da Imagem e do Som, a Pinacoteca do Estado, o Museu de Arqueologia, o Museu Tiradentes e o Ateliê de Restauro de Obras de Arte.
Em frente ao Palacete Provincial está localizada a Praça Heliodoro Balbi, ou Praça da Polícia, um verdadeiro oásis no coração da cidade, repleta de espécies vegetais da região amazônica identificadas por placas.


Restaurante Banzeiro
Considerado o restaurante número 1 de Manaus, o Banzeiro é uma boa pedida para experimentar as delícias da culinária manauara. Neste post aqui contamos o que achamos do restaurante.




Informações úteis
Infelizmente as atrações listadas neste post não possuem site específico na internet. Portanto, o ideal é ligar antes para conferir dias e horários de funcionamento, bem como valores.
Telefones:
- Teatro Amazonas: (92)3622-1880/3232-1768
- Palácio Rio Negro: (92)3232-4450
- Palácio da Justiça: (92)3232-1844
- Palacete Provincial: (92)3622-8387
As informações do passeio encontro das águas e Restaurante Banzeiro estão nos links indicados neste post.


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Blogagem coletiva: As viagens da minha infância

Em homenagem ao Dia das Crianças, a galera do grupo Viagens em Família do Facebook agitou uma blogagem coletiva para comemorarmos o dia 12 de outubro em grande estilo. O tema escolhido foi "As viagens da nossa infância".
Essa é a primeira vez que participo de uma blogagem coletiva. Portanto, este post tem um gostinho todo especial.

Infância boa!

A primeira dificuldade  foi encontrar fotos, especialmente as das minhas primeiras viagens. Infelizmente, muitas se perderam pelo caminho.
Minha primeira viagem foi aos 6 meses, para Fortaleza. Minha mãe foi participar de um Congresso ou Jornada Norte-Nordeste de Anestesiologia (nem ela lembra direito) e levou minha vó e eu a tiracolo. Enquanto ela ia para as palestras eu fiquei com a vovó na piscina do hotel.
Aliás, minhas viagens de infância até os 12 anos de idade estavam diretamente relacionadas às participações da minha mãe em Congressos. Foi assim que visitei Belém, Natal, Fortaleza, Florianópolis, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, dentre outras.

Santa Catarina (1986)

O fato de ter familiares pulverizados pelos 4 cantos do Brasil também contribuiu para fomentar minha alma viajante.
Independentemente do lugar que fossemos, na volta sempre fazíamos um pit stop em Brasília para visitar minha tia e primos. E minha afeição pela cidade era tamanha que no futuro me mudaria para a capital federal para fazer faculdade e ficaria por lá por 10 anos.
Nossa, e como minhas idas a Brasília eram boas. Eu era super paparicada por meus tios e primos. Meus programas favoritos eram ir ao zoológico e brincar na divertilândia do Park Shopping. Naquela época minha tia morava no Guará II, e lembro bem até hoje que os jardins da rua dela eram repletos de girassóis e flores dente-de-leão. Eu catava um monte só para ter o prazer e assoprar e ver as pétalas voando. Eu era tão chata para comer que meu tio inventou uma tal de "sopa de Papai Noel" para que eu comesse a dita cuja. Dizia que toda criança que comia a sopa ganhava presente de Papai Noel na noite de Natal. Tolinha eu. Na verdade era uma sopa de cebola com alho poró.

Eu e meu primo Fernando no zoo de Brasília (1982)

Também ia com frequência a Vila Velha (ES) visitar uma prima muito querida que se mudou para lá depois do casamento com um capixaba. Eita farra boa. Além das idas à praia, adorava visitar a fábrica de chocolates Garoto. Por mais que pudesse comprar os chocolates no supermercado, eu dizia que não era a mesma coisa só para ir lá e sentir o cheirinho. Embora fosse chata para comer, não consigo me esquecer da deliciosa moqueca do restaurante Stragalar (saudades!). Ah, e não posso esquecer das compras nas lojas pronta-entrega da Glória. 
Outra parada obrigatória nas nossas andanças era o Rio de Janeiro. Minha mãe fez residência médica lá e tinha verdadeira paixão pela cidade. Por mais que o Rio tivesse mil atrativos, o que eu mais gostava mesmo era de ir ao Barrashopping namorar as roupas do Bicho Comeu. Que garota da minha idade não amava a Xuxa naquela época, heim?
O ano de 1992 representou um marco nas nossas viagens. Finalmente me tornaria uma pessoa internacional. Nosso primeiro destino no exterior foi Orlando e Miami, com um mini-cruzeiro para as Bahamas. Fomos numa excursão que saiu daqui de São Luís mesmo. Fiquei encantada com tudo, mas o que mais gostei foram as montanhas russas do Bush Gardens. 
Pronto, fomos picados pelo mosquito das viagens e não paramos nunca mais.

Canadá (1995)

Em 1994 completei 15 anos e minha mãe me perguntou se iria querer uma festa. Adivinhem o que respondi? Não, quero uma viagem para a Europa. E lá fomos nós, numa daquelas excursões malucas que passam por milhares de cidades. Foram 33 dias muito intensos e deliciosos.


Eu em Paris (1994)

Em 1996 consegui convencer minha mãe a me deixar fazer um intercâmbio na Inglaterra. Nunca achei que ela deixaria, pois eu era filha única e superprotegida. Depois de muita negociação embarquei na minha primeira experiência solo.


Intercâmbio na Inglaterra (1996)

Vivi momentos maravilhosos, aprendi a cuidar de mim, me virar e ser mais responsável. Adquiri experiência e muitos quilos extras (as fotos não mentem!). Voltei com uma única certeza: o mundo é grande demais para ficarmos no mesmo lugar.
Fizemos outras viagens empacotadas, sendo que a última foi para a Turquia, Grécia e Egito. Essa excursão marcou um fim de um ciclo, da minha adolescência e de um estilo de viagem mais acomodado. Daqui pra frente tudo seria diferente, mas isso é assunto para uma próxima blogagem coletiva, quem sabe!

Egito (1998)


Participam dessa blogagem coletiva:
1. Cláudia Rodrigues Pegoraro - Felipe, o Pequeno Viajante
2. Karen Schubert Reimer - As Aventuras de Ellerim Viajante
3. Francine Agnoletto - Viagens que Sonhamos
4. Thyl Guerra - Viajando com Palavras
5. Marcia Tanikawa - Os Caminhantes
6. Adriana Pasello - Diário de Viagem
7. Sut-Mie Guibert - Viajando com Pimpolhos
8. Andrea Barros - Do RS Para o Mundo
9. Andrezza Trivillin - Andreza Dica e Indica Disney
10. Patricia Papp - Coisas de Mãe
11. Camila de Sá Marquim - Na Viagem com Camila
12. Débora Segnini - Gosto e Pronto
13. Débora Galizia - Viajando em Família
14. Aryele Herrera - Casa da Atzin
15. Andréia Mannarino - Mistura Nada Básica
16. Tatiana Dornelles - Destino Mundo Afora
17. Manu Tessinari - Cup of Things
18. Valéria Beirouth - It Babies
19. Luciana Misura - Colagem
20. Erica Piros Kovacs - Viagem com Gêmeos